Afinal, o que é marketing? Talvez você nem perceba, mas ele está presente nas nossas vidas o tempo inteiro. O marketing está no seu smartphone, quando você vê o post de uma marca nas redes sociais. Ele está nas ruas, nos outdoors, nas fachadas e vitrines das lojas. Ele está na etiqueta das suas roupas e na embalagem dos produtos que você usa.

Se você está pensando em cursar a faculdade nessa área, é bom já começar a perceber o que é marketing e como ele entra na vida das pessoas. O objetivo dessa atividade não é apenas vender, mas também criar relações com os públicos e gerar uma percepção positiva sobre determinada marca, de maneira que ela consiga fortalecer sua presença no mercado.

Esses assuntos interessam a você? Então, você vai gostar de entender melhor como funciona o marketing! A seguir, você vai entender o que é marketing, como ele surgiu e evoluiu ao longo dos anos e como é o mercado de trabalho nessa área. Acompanhe agora!

O poder de atração do marketing

A importância de o marketing atrair diversos grupos de consumidores (Fonte: Digipaper)

O que é marketing?

Marketing é uma atividade focada na geração de valor para os públicos envolvidos com uma marca. Ao entregar ofertas de valor, as organizações — empresas, associações, órgãos do governo, entidades públicas, ONGs etc. — conseguem satisfazer as necessidades dos públicos, conquistar o seu espaço e obter o retorno que precisam para sobreviver e competir no mercado.

Para entender a definição de mkt (sigla pela qual o marketing muitas vezes é chamado), é interessante recorrer a quem representa os profissionais dessa área. A American Marketing Association é uma das entidades mais reconhecidas e define o que é marketing da seguinte maneira:

Marketing é a atividade, o conjunto de instituições e os processos de criar, comunicar, entregar e trocar ofertas que tenham valor para consumidores, clientes, parceiros e sociedade em geral.

- American Marketing Association

Pesquisa

Para ofertar valor a esses públicos, o marketing precisa antes entender os caminhos para isso. Por isso, a pesquisa de mercado está na base de toda estratégia de marketing, já que é preciso coletar e analisar dados reais sobre o próprio negócio, os concorrentes, os consumidores, os clientes e os fatores macro ambientais que podem afetar as estratégias. Enfim, é preciso conhecer o mercado.

Mercado

Em português, muitos chamam o marketing de mercadologia. Essa palavra deixa mais claro que o foco do marketing é sempre o mercado. Quem trabalha nessa área pode ser considerado um “cientista do mercado”, ou seja, um profissional capaz de entender as relações entre as organizações, conhecer os comportamentos de consumo, perceber necessidades não atendidas e identificar oportunidades e ameaças.

A partir desse estudo, a gestão de marketing de uma organização pode estabelecer estratégias de segmentação, posicionamento e diferenciação no mercado. Elas serão responsáveis por nortear as ações que atingem os segmentos-alvo.

É a partir daqui que o marketing entra na vida das pessoas, como falamos no início deste artigo. As estratégias direcionam como deve ser o visual da logomarca ou das etiquetas das roupas, por exemplo, ou qual deve ser o público-alvo dos posts patrocinados nas mídias sociais, ou ainda como deve ser montada a vitrine da loja.

4 Ps

Já estamos falando, portanto, da parte operacional da gestão de marketing, que pode ser resumida nos “4 Ps”, também chamados de “mix de marketing”. Preço, Produto, Praça e Promoção sintetizam as táticas que uma marca precisa definir para se colocar no mercado com sucesso, conforme as estratégias definidas.

Marketing x Publicidade

Especialmente falando do P de Promoção, aí está uma confusão comum sobre o que é marketing. Muitas pessoas entendem que ele é sinônimo de publicidade. Porém, publicidade é uma das táticas de promoção de uma marca ou um produto, que pode envolver também assessoria de imprensa ou merchandising, por exemplo. Portanto, as áreas de marketing e de publicidade e propaganda não são a mesma coisa, embora estejam muito próximas.

Marketing usando psicologia para análise de mercado

Processo de análise e conhecimento de ideias no marketing (Fonte: Grupo s2)

Quais são os objetivos do marketing?

Afinal, o objetivo maior do marketing não é gerar lucro? Para as empresas, sim. Elas precisam que o marketing cumpra o papel de atingir o público-alvo, fazer os consumidores comprarem e gerarem receitas capazes de sustentar o negócio.

Mas, para isso, o marketing não pode mirar apenas em vender. Se fosse assim, os consumidores ficariam cansados das abordagens insistentes da publicidade e de vendedores (como ainda vemos muito por aí…).

Por isso, o marketing se volta cada vez mais para o relacionamento com os públicos. Fidelizar clientes, aumentar o reconhecimento de marca e gerar mais engajamento são alguns objetivos que envolvem estreitar os laços com os públicos e conquistar sua confiança. Dessa forma, as vendas e o lucro se tornam consequências naturais.

Além disso, o marketing não é usado apenas por organizações que visam o lucro. Ele também pode ser adotado em organizações não lucrativas, projetos sociais, na área política e na administração pública. Nesses casos, os objetivos não visam exatamente o lucro, e sim o retorno em outras formas, como o reconhecimento e o envolvimento do público.

Vendedor e consumidor exemplificando o que é marketing

Comunicação entre o vendedor e o consumidor (Fonte: Preço certo)

Como surgiu o marketing?

Primeiros passos

Não existe um marco de surgimento do marketing. Pode-se dizer que ele existe desde o momento em que as pessoas começaram a promover seus bens a fim de obter algum retorno com isso, seja em forma de troca, seja financeiramente.

Na história ocidental, podemos posicionar o surgimento do marketing mais próximo do que conhecemos hoje na época dos primeiros núcleos urbanos. As cidades fazem florescer novos ofícios e novas práticas comerciais, que trazem para a população urbana os excedentes da produção agrícola e os produtos dos artesãos. As trocas, então, são impulsionadas por um marketing ainda embrionário.

A partir da Revolução Industrial, porém, a produção de bens de consumo e a concorrência entre indústrias dão um salto. Começam a surgir estudos e teorias sobre administração, focados no aumento da produtividade. Assim, o marketing começa a tomar forma como uma área de negócio cujo objetivo é aumentar as vendas das fábricas.

Invenção da imprensa

Além disso, uma das grandes impulsionadoras do mercado de consumo foi a invenção da imprensa. No século XV, Gutenberg inventou uma tecnologia capaz de reproduzir textos e propagar palavras como nunca havia sido possível. Com isso, as informações passaram a circular mais rapidamente e atingir mais pessoas. Alguns séculos depois, jornais e revistas se tornariam veículos essenciais para o marketing — não só para promover as marcas, mas também para informar sobre o mercado.

Com a popularização da imprensa e o consumo em massa, o mundo ocidental estava completamente transformado. Porém, enquanto o marketing e a administração de empresas se tornavam cada vez mais profissionais, a população ainda não sabia muito bem como lidar com o consumo.

Tipos de consumidores em mídias digitais

Consumidores ativos no marketing dos produtos (Fonte: A mente é maravilhosa)

Propaganda enganosa

Não é por acaso que muitas práticas enganosas foram adotadas no início do marketing. Bastava prometer que um produto resolvia qualquer problema para as pessoas saírem às compras. E, depois, percebiam que o produto não entregava o que prometia.

Mais adiante, no século XX, a propaganda subliminar e a propaganda política (muito usada nos períodos de guerra) tornaram o marketing ainda mais questionável. Por essa origem, a atividade ficou marcada como uma prática maliciosa, que só busca ludibriar o público.

Evolução do marketing

Nas últimas décadas, o mercado evoluiu. Os consumidores passaram a entender os efeitos do consumo, tornaram-se mais críticos a propagandas e ganharam mais opções de marcas para escolher.

Assim, as organizações tiveram que se adaptar às mudanças. Já não era mais possível “vender gato por lebre”, porque a sociedade estava mais crítica quanto a isso. A empresa perderia clientes para a concorrência e estaria fora do mercado.

Ou seja, o marketing passou a olhar mais para os consumidores. Em vez de mirar apenas na sua produção e querer vender a qualquer custo, interessava mais entender quais eram as necessidades das pessoas e como os produtos poderiam satisfazê-las. Dessa maneira, o consumidor se tornou o ponto central das estratégias e o entendimento sobre o que é marketing mudou.

Evolução do marketing

A evolução do marketing até os dias atuais (Fonte: Ecossistema digital)

Internet e marketing digital

Chegamos então aos dias atuais. Na era da internet e do marketing digital, o poder está nas mãos dos consumidores. Eles produzem conteúdos, compartilham informações, trocam impressões sobre as marcas e influenciam na imagem que ela transmite ao mundo.

Nesse cenário, um tema relevante atualmente são as fake news e o compartilhamento de conteúdos em grupos fechados no Facebook e WhatsApp. O poder das pessoas é tão grande que esse tipo de informação pode moldar opiniões — em grande escala! — sobre marcas, organizações, candidatos e personalidades.

Portanto, não basta a marca dizer o que tem de bom: os consumidores precisam ter boas experiências com ela para propagar uma imagem positiva, capaz de incentivar outros clientes a comprarem. Também não basta criar bons produtos — a marca também precisa ter uma missão, assumir posições, ter responsabilidade social e ambiental.

O consumo consciente ganha força no mercado, e o marketing precisa acompanhar essa tendência. Nesse sentido, o elemento-chave do setor hoje é relacionamento, com a intenção de aumentar a proximidade e a confiança das pessoas. Isso envolve criar uma personalidade de marca que transpareça nas ações de marketing e que gere identificação com o público.

O marketing atual, portanto, torna-se cada vez mais maduro e consciente. Ao mesmo tempo, o digital trouxe muitos poderes para os profissionais da área, os quais devem ser utilizados de modo ético.

Quais foram as fases do marketing?

Philip Kotler é um dos mais renomados autores da área do marketing. Foi ele quem deu maior relevância para essa área dentro da administração de empresas, como um departamento tão importante quanto o financeiro ou os recursos humanos.

Para esse autor, a evolução do marketing pode ser dividida em 4 fases (até o momento). Essas fases mostram como o marketing se adapta às mudanças da tecnologia, da cultura, do comportamento em sociedade e dos hábitos de consumo. Afinal, para as empresas se manterem relevantes, elas devem acompanhar as mudanças pelas quais o público passa.

Philip Kotler é considerado o maior especialista em marketing. O norte-americano é professor universitário nos Estados Unidos, consultor de grandes empresas (como IBM, Motorola e Bank of America). Em 1967, lançou o livro “Administração de Marketing”, que é considerado uma bíblia da área. Contribuiu tirando o marketing de uma posição marginal nas empresas e colocando-o no eixo central, como uma das suas principais atividades para alcançar o sucesso.
Philip Kotler

Marketing 1.0

A era do marketing 1.0 é centrada na produção e nos produtos das indústrias e empresas. Em uma época sem tanta concorrência e com um público passivo, o marketing focava apenas em evidenciar os benefícios do produto e a qualidade da produção. Era o que bastava para conquistar o público consumidor.

Nessa era, o principal meio de comunicação com o público eram os veículos de massa, como TV e rádio. Não havia qualquer preocupação com segmentação ou diferenciação, o que apareceu somente na fase seguinte.

Marketing 2.0

Com o aumento das opções de marcas e da concorrência no mercado, as empresas precisaram se diferenciar. Por que você compraria o sabão em pó de uma marca em vez da outra, se eles eram tão parecidos e cumpriam a mesma função? É a partir daí que o marketing começa a pensar em segmentação e diferenciação de mercado.

Para se diferenciar dos concorrentes, as marcas passaram a mirar em determinados segmentos-alvo. Em vez de competir pelo mesmo público e desperdiçar verbas com mídia massificada, elas fatiam o mercado e escolhem determinados grupos para conquistar seu interesse.

Essa segmentação parte da percepção de que o público não é uma massa de consumidores. Existem diferentes perfis, interesses e comportamentos que diferenciam grupos, que têm necessidades específicas. Cabe ao marketing, então, identificar as necessidades desses grupos e criar produtos que as resolvam.

Estudo para campanha

Anotações e pesquisas para o estudo de uma campanha (Fonte: Odisseia News)

Marketing 3.0

No marketing 3.0, os consumidores já não são mais passivos. Eles vivem na era das redes sociais, dos blogs e da web colaborativa. Agora eles se manifestam quando são mal atendidos em uma loja ou compram um produto estragado. Essa manifestação pode atingir milhares de pessoas em sua rede e acabar com a reputação de uma marca.

Portanto, nessa era, o público já não é mais um alvo nem se divide em segmentos — os consumidores são humanos e únicos. Se eles têm voz, precisam ser ouvidos e interagir com a marca para ter suas demandas atendidas. A comunicação deixa de ter uma via única e as marcas passam a se relacionar de igual para igual com os consumidores, especialmente no marketing digital e no marketing de conteúdo, que geram proximidade.

Para isso, as empresas adquirem características humanas com propósitos, valores e uma personalidade. Assim, o público se identifica com a marca que melhor o represente.

Marketing 4.0

O marketing 4.0 coincide com a economia digital. Na fase anterior, já tínhamos a web e as redes sociais. Mas, agora, a era digital já está consolidada, e o marketing precisa se adaptar a um mundo transformado pela conectividade. Já não existe mais a fronteira entre marketing digital e offline — com a internet permeando todas as relações, está tudo integrado.

Estruturas de poder estão mais horizontais, relações de consumo estão mais inclusivas e a vida cotidiana está mais social. Então, mais que apenas usar canais digitais nas estratégias, o marketing precisa compreender e entrar nesse novo mundo.

O marketing 4.0 representa seu estágio mais avançado. Isso não quer dizer que as outras fases já foram superadas. Afinal, você ainda encontra muitas empresas atuando sob a perspectiva das etapas anteriores, o que pode ser viável dependendo do mercado em que atuarem.

Porém, as empresas que melhor e mais rapidamente se adaptam às transformações têm mais chances de sucesso no mercado, especialmente nas situações em que há uma maior competição.

É nesse contexto que você vai atuar, portanto, se decidir trabalhar com marketing. A seguir, vamos ver como é o mercado de trabalho nessa área para saber se tem a ver com você.

Profissional trabalhando com marketing digital

O estudo no Marketing Digital (Fonte: Meio & mensagem)

Como é o mercado de trabalho
em marketing?

As áreas de atuação no marketing estão cada vez mais segmentadas. Um profissional da área pode trabalhar com diversas especializações, como:

  • marketing de serviços;
  • marketing de produto;
  • inbound marketing;
  • marketing de conteúdo;
  • trade marketing;
  • endomarketing.

E essa lista poderia se estender muito mais!

Independentemente da área de atuação, porém, as atividades essenciais do marketing sempre estarão na sua rotina. Fazer pesquisas de mercado, estudar os comportamentos de consumo, analisar dados em busca de oportunidades, traçar estratégias de posicionamento, definir ações de divulgação e relacionamento com o público são atividades presentes no dia a dia de todo profissional de marketing.

Pessoas trabalhando com marketing

O espaço de trabalho no Marketing (Fonte: Future Learn)

Áreas de atuação do profissional

Com tantas áreas de atuação, o mercado de trabalho em marketing é bastante amplo. Você pode se especializar em alguma dessas áreas ou ser mais generalista — há espaço para os dois tipos de profissionais. É possível trabalhar no departamento de marketing de empresas privadas, agências de publicidade e veículos de mídia, mas também em ONGs, partidos políticos e no setor público.

Dependendo do porte da empresa, a área de marketing pode ter profissionais nos níveis júnior, pleno e sênior, além de estagiários e gerentes. O tamanho da equipe e o foco da empresa também podem determinar quantos e quais profissionais especializados ela terá.

Uma indústria de alimentos, por exemplo, precisa de profissionais especializados em trade marketing, que trata do relacionamento com os atacadistas e varejistas. Um escritório de advocacia pode contar com a ajuda de um profissional de marketing de serviços, que é especializado em estratégias para empresas que prestam serviços.

Em empresas pequenas, por outro lado, os profissionais precisam ser mais generalistas para atender todas as demandas.

Formação em marketing

Para trabalhar com marketing, você vai precisar de uma formação específica. Existem cursos técnicos e superiores (para bacharel ou tecnólogo) em todo o Brasil, em instituições públicas e privadas e com opções para todos os bolsos.

Uma faculdade de marketing oferece uma formação completa para você conquistar o seu lugar no mercado. As aulas mesclam a teoria da área com a prática da profissão, para que você aprenda realmente o que é marketing, vivencie o dia a dia de um profissional e chegue preparado para a realidade do mercado de trabalho.

Então, se você gostou do que falamos até agora, essa área tem tudo a ver com você! Criar estratégias para marcas e trazer os resultados que elas precisam é estimulante, especialmente para quem gosta de fazer pesquisas, analisar dados, empreender ações, interagir com o mercado e encontrar as melhores oportunidades.

E aí, já sabe tudo sobre o que é marketing? Ficou com alguma dúvida?
Deixe seu comentário ou pergunte aos nossos professores!

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